Taxa Selic a 2% ao ano, como isso afeta seus investimentos?
Atualizado: 3 de nov. de 2020
O Comitê de Política Monetária (COPOM) decidiu manter a taxa básica de juros a 2% ao ano no seu menor nível histórico. Tal decisão reflete uma política expansionista que traz o crédito mais barato tanto para pessoas como para as empresas, mas para investimentos em renda fixa tal decisão não se torna nada agradável.
Quais investimentos são impactados com a taxa de juros tão baixa?
Atualmente nós temos diversos produtos que são atrelados a taxa Selic, que são conhecidos como títulos públicos. Nessa modalidade temos o pós-fixado que conforme há o aumento ou a queda da taxa de juros o seu investimento acompanha essa variação. No setor privado temos o CDB que é o Certificado de Depósito Bancário que de uma maneira genérica significa quando emprestamos um montante ao banco ele nos promete uma rentabilidade sobre esse "empréstimo" feito. O CDB acompanha a taxa DI que é a taxa em que os bancos se emprestam ao longo do dia e é um pouco menor que a Selic. Por isso hoje temos diversas ofertas de bancos pequenos e médios oferecendo uma porcentagem acima do CDI como 102%, 110% e por aí vai.
E a Poupança é afetada ?
Como estamos com a taxa Selic abaixo de 8,5% ao ano, os rendimentos da poupança ficam limitados a 70% desse retorno e o que também não torna a poupança tão atrativa é a questão da liquidez que para ter o seu resgate é sempre necessário esperar o aniversário da poupança para ter o rendimento.
A poupança atualmente está tão prejudicada que atualmente a inflação que mede o aumento ou queda nos preços está acima do retorno da poupança. Ou seja, você deixar seu dinheiro na poupança você está perdendo seu poder de compra.
Lista de Investimentos que são atrelados ou impactados à Selic
Títulos Públicos
CDB
Debêntures
LCI/LCA
CRI/CRIA
Evolução da Taxa Básica de Juros Selic

Quais investimentos posso aplicar para ter um melhor retorno, já que a taxa está muito baixa?
Por conta da taxa de juros estar tão baixa, diversos investidores estão saindo de suas aplicações convencionais insatisfeitos com a rentabilidade que estão tendo e alocando seus recursos em outra opções como renda fixa pré-fixada que tenham taxas maiores do que 2% ao ano, fundos de investimentos e bolsa de valores em que hoje estamos tendo um alto número de novas pessoas indo para bolsa se tornarem acionistas de várias empresas para ter um retorno melhor.





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